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Durante os 26 anos em que esteve à frente da Igreja Católica, o papa abraçou causas e cumpriu papéis que fizeram dele mais do que um Santo Padre - um santo homem.
Aos 58 anos, o polonês Karol Wojtyla bateu à porta do Vaticano rogando pela benevolência dos fiéis para com um missionário vindo de tão longe e seguiu adiante, à maneira de Pedro da Galiléia, numa apaixonada cruzada em favor da paz e da união entre os povos. Mais do que qualquer político, percorreu distâncias inimagináveis até então para padres enclausurados na Santa Sé, e colecionou recordes e superlativos, ora surpreendendo, ora decepcionando com suas convicções.
Inimigo ferrenho do comunismo, foi um dos principais articuladores da queda do muro de Berlim - alvo inicial de suas investidas. Depois vieram as críticas à invasão do Iraque, à guerra do Oriente Médio, à violação dos direitos dos palestinos, à segregação racial na África.
Líder carismático, estendeu a mão a judeus e muçulmanos, pregando a reconciliação entre todas as religiões, e desculpou-se pelos erros históricos do Santo Ofício, despindo a Igreja de sua porção de obscurantismo.
Mais que tudo, João Paulo II foi um humanista que propôs repensar o catolicismo, e um timoneiro piedoso que questionou os caminhos da humanidade. Esta peregrinação há de fazer dele um homem santo.
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Autora: Marleine Cohen
Editora: Globo
ISBN: 85-250-4026-6
Edição/Ano: 1ª/2005
Número de Páginas: 167
Acabamento: Brochura
Dimensões: 17 cm x 24 cm
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